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• MILK

MILK foi o filme do encontro do projeto CINESURPRESA de março. A partir deste mês colocarei aqui um breve texto falendo dos filmes destes projetos e a relação com Design Gráfico destes filmes. Comecemos com MILK. Onde aproveito para postar parte do artigo que escrevi para a ZUPI falando sobre as aberturas e tipografias dos filmes que concorreram ao Oscar, e um deles foi MILK  (para ler o artigo completo sobre todos os 5 filmes candidatos clique aqui)

Quer saber mais e ler o texto completo do filme MILK no CINESURPRESA? Leia aqui.

Créditos iniciais, finais e o uso da Tipografia em MILK

Recortes de jornais, revistas, cartazes de lojas nas ruas, letreiros e fachadas. Uma tipografia que mescla a força do poder e da vontade de uma comunidade. Força política estampada nas letras clássicas dos recortes de jornais. A tipografia mais simples, que por vezes representa a luta pelos seus direitos, aparece mais no meio do filme, com mais força envoltas na história, datando o filme ou em panfletos da canditura de Harvey Milk: cores vibrantes ou contrastes simples como preto-e-branco, mas com mensagens fortes e diretas como as fontes impressas nos panfletos. Vale a pena notá-los, assim como os cartazes de campanhas nas ruas e até o primeiro palanque de Milk: um caixote escrito “soap”, sabão.

Uma simplicidade presente desde a abertura onde, além da fonte simples e quase invisível, cores sóbrias em meio a recortes reais de uma época, contam a história de um homem que lutou pela igualdade. Assim começa Milk, história real da vida de Harvey Milk desde a sua chegada a São Francisco, até o seu assassinato, em 1978. Foi o primeiro homossexual assumido a ocupar um cargo público nos Estados Unidos. A tipografia inicial é simples, quase não percebemos a sua existência. Uma falta de legibilidade proposital para ressaltar a importância maior das imagens reais e dos recortes de jornais que são o pano de fundo da abertura. O nome do filme, Milk, aparece logo depois do nome de Sean Penn, que faz o personagem principal.

Vi mais de duas vezes essa abertura e só percebi o nome do filme na terceira vez, quando buscava mais detalhes. Logo depois, uma tipografia surge, se apresenta, em branco, grande, forte, potente, estampada sobre o fundo negro, um alto contraste em letras garrafais e fálicas para todos verem: MILK .

Perfeito!

E o Cartaz….

São dois os cartazes mais divulgados do filme (veja abaixo).

Gosto mais do que possui fundo azul. Mas, gosto da metade para cima. A parte debaixo está poluída demais com muitos créditos quase ilegíveis por estarem esticados, sem falar que ocupam muito da imagem tirando a força do restante do seu corpo. A presença do azul é sempre marcante mesmo no cartaz branco, já que é a cor de sua campanha e tem tudo a ver com a proposta da busca pela igualdade. Letras retas, fálicas, marcantes totalmente condizentes com a personalidade de Harvey Milk.

os2cartazes

Além disso podemos falar de toda a direção de arte, caracterização dos personagens além da ótima trilha sonora. O que isso tem a ver com design gráfico? Para mim tudo já que acho que esse cojunto deve ser observado em qualquer criação e a direção de arte de MILK é um bom exemplo de bom conjunto.

Figurinos perfeitos, e vale obersar a mudança estética que ocorre com Harvey Milk, o antes e o depois da política, muda tudo traje, cabelo, mas mantendo a personalidade do homem Harvey Milk e dua força.

Trajes elegantes, de cortes perfeitos misturados a roupas hippies doa nos 70, mais estravagantes de alguns (poucos) gays mais irreverentes junto com o perfil antiguado nas roupas daqueles que lutavam contra os homossexuais.

A fotografia do filme acompanha essa luta e destaco aqui a cena de sua morte, simples e belíssima com a ópera Tosca ao fundo, as cenas da caminhada com velas reais e do filme e todas as fortes cenas das caminhadas.

Uma das minha preferidas: seu primeiro discurso quando sobre em cima de uma caixa de sabão e fala aos que passam.

Vejam Milk, pela história, pelo fim dos preconceitos, pela tipografia que é um personagem do filme e pelo filme, que é ótimo.


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