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• sempre ao seu lado

Sempre achei que as pessoas que falavam sobre seus cachorros, o que eles faziam, que pareciam gente, que entendiam tudo etc, um exagero. Coisas da cabeça de quem gosta de animais.


Até que um dia minha irmã me convenceu a comprar o Nick, em 1998. Eu não queria, mas fui convencida por aquele cãozinho minúsculo, mais do que pela conversa dela ou do Bar (namorado dela na época e que morava com a gente). Foi só pegar ele no colo e pronto.


Dizem que o cachorro é que escolhe o dono e acho mesmo, eles que me desculpem, que desde pequenino o Nick me escolheu, não que ele não gostasse dos dois, sei que ele adora ambos, mas comigo era, é diferente.


Por causa dele vi o quanto todas as histórias e papos que ouvia sobre cachorros eram reais. Hoje acredito e sinto como nunca — até porque hoje tenho a Mel e a Nina também — que a conexão que existe entre um cão e seu “dono”, é muito grande. Acredito que eles são capazes de sentir, perceber coisas muito distantes de nós e se soubéssemos compreender todos os sinais que eles nos transmitem, acertaríamos mais em algumas escolhas.

Nick, Mel e Nina


O Nick veio em uma época muito triste. Minha mãe havia falecido em 1996. Depois de um tempo minha irmã começou a tentar me convencer a comprar um cachorro — morávamos apenas nós 3, minha mãe, irmã e eu. Conseguiu em 1998 , mais precisamente no mês de agosto. Com a chegada dele muita coisa mudou, pelo menos para mim.


Ele sempre percebe e entende momentos de dor, tristeza, doença, perdas como na morte de meu pai em 2000 e, nessas horas sempre vem com sua carinha e a coloca no meu colo como quem pede carinho mas, na verdade, está dando o seu amor.
Hoje essa cumplicidade, carinho, amor, lealdade que tenho é multiplicada por três. A Mel — esposa do Nick — chegou em 2003 e a filha dos dois em 2006. São meus e da minha irmã, mas moram todos comigo. Em casa sou eu e meus três filhos.


Mas só vivendo e convivendo com eles é que somos capazes de sentir e perceber o quanto eles são dependentes de nós, não apenas para comer ou passear, mas de amor, carinho, afeto coisas que necessitam, mas não pedem, e mesmo assim são incapazes de negar ou não oferecer seu olhar de carinho, companheirismo e lealdade. E é incrível como sempre sabem quando e de quanto precisamos.


Escrevo este texto porque fui ver “Sempre ao Seu Lado” ou Hachiko: A Dog’s Story (refilmagem de Hachiko Monogatari, filme japonês de 1987). Quando vejo filmes assim — histórias reais entre animais e seus donos — algumas coisas que sinto e alguns acham que é exagero, errado — normalmente são pessoas que não tem, ou não vivem com animais — são reforçadas em meu coração e na relação com estes três presentes de Deus na minha vida.


Eles realmente sentem a nossa falta, necessitam da nossa presença, carinho, atenção. Não consigo me imaginar deixando eles “na mão”, longe de mim por muito tempo porque sei que eles vão ficar esperando a volta da pessoa que eles escolheram com dono, dona no caso, a volta do carinho, da segurança, da alegria, como o cachorro do filme — guardada as devidas proporções de diferenças de situação — que por dez anos espera a volta do dono e, que se não morresse, esperaria por mais tempo.


Acredito que a ligação que existe entre eles e nós, quando há essa escolha por parte de ambos, é espiritual e repleta de energia, por isso são capazes de entender o que sentimos, o que vai acontecer, as vezes mais e melhor que outras pessoas.


Por isso, acreditem ou não, quando digo para os meus três — dizer nem sempre com palavras mas com energia e pensamento — que estou triste, todos eles se deitam bem grudadinhos e quietinhos do meu lado com que dando carinho; se estou doente, todos ficam próximos e normalmente dormem como quem não quisesse atrapalhar; e se digo que estou feliz, pode ter certeza que será o dia mais barulhento, cheio e pulos, lambidas etc na casa.


“Sempre ao Seu Lado” é assim, fala desta relação real entre um animal e seu dono e de como somos escolhidos por eles. Uma relação que ficou famosa, já rendeu livros e dois filmes, além de ser usada em escolas japonesas para falar sobre amizade, lealdade e companheirismo.


Um lindo filme, muito triste mas que vale a pena cada cena. O resultado foi que quando cheguei em casa enchi meus três de beijos e abraços :)))


No vídeo abaixo você pode ver cenas do filme japonês feito em 1987.


4 Responses to “• sempre ao seu lado”

  1. 4
    Kelly Kecioris Says:

    O filme eu ainda quero ver… só estou me preparando pra chorar… quanto a cachorros creio que a ligação realmente é algo maior… acho que vc deve se lembrar quando minha poodle morreu e eu fiquei chorando o tempo todo na aula… aquele monte de futuros jornalistas com seus fatos e dados… só você parecia entender o que eu tava sentindo…
    Só quem tem consegue entender… a falta, o carinho… Sobre a ligação forte… não sei se chegamos a comentar com vc… mais o nosso Nick morreu dois meses antes da minha Avó falecer… ela estava com cancer no intestino e ele tinha todos os sintomas …. quando ele morreu ela pegou ele no colo e falou pra ele esperar que em breve ela estaria com ele…
    Fora outras coisas… grandes e menores…

    nada como começar o dia com um rabinho feliz!
    beijinhus pra vc Marcia, pra Nina, Mel e Nick…
    de Kelly,
    Piper, Nicolau e Meg

  2. 3
    Cristine Says:

    Que lindo post, Marcia!

    Fiquei com vontade de ver o filme, e quase chorei só de ver o trailer do filme original japonês, melhor preparar os lencinhos…

    Também sou cachorreira, depois de onze anos de alegrias com nossa querida Laila, que partiu há dois anos, agora adotamos uma coisinha fofa, a Nina, que já trouxe alegria para casa (e muita bagunça…)

    O amor dos cães é mesmo incondicional; não sei se alguma pessoa é capaz de amar assim. Creio que somos privilegiados por poder conviver com esses amigos peludos.

    Grande abraço!

  3. 2
    Monica Fuchshuber Says:

    Oi Marcia!

    Eu amei esse filme!! Recomendo!
    Adoro o Richard Gere, adoro animais!!
    Foi difícil segurar as lágrimas, não tinha levado lenço!…rs
    Abraços
    Mônica

  4. 1
    Thiago Prado Says:

    Realmente esses seres que entram em nossas jornadas a mudam totalmente. E sempre para melhor.
    Não importa o quanto você brigue com eles ou saia de casa por horas, eles vão estar sempre lá esperando ansiosos com seus rabinhos balançando com a alegria mais verdadeira pela volta do dono. Amamos, os amamos muitos. Talvez até mais profundamente e com mais sinceridade do que outras pessoas, pela própria inocência desse amor.
    Claro que todo esse drama é perfeito para filmes. E quem nunca viu esse tipo de filme como esse e Marley e Eu realmente não sabem o que é chorar no cinema. Essas tramas nos comovem ao máximo.

    Beijos para você e para o seus cachorrinho professora! São muito lindos!

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