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• O Tipo que nos veste

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Como falei no artigo anterior, vejo a tipografia como a vestimenta que escolhemos e que nos dá estilo e personalidade.

Assim como podemos escolher uma roupa errada para um determinado evento e causar uma má impressão, podemos usar uma tipografia equivocada e, com isso, ter uma resposta errada no entendimento de nossa mensagem.

A tipografia não está relacionada apenas com a facilidade de leitura, mas também com a identidade visual do público, tema ou mercado ao qual estará inserida.

Escolher um tipo pensando na legibilidade e/ou leiturabilidade é de grande importância para o sucesso do que estamos criando, principalmente se estivermos falando da criação de um projeto gráfico de jornal ou revista, onde a facilidade de leitura é o principal. Não adianta termos uma revista maravilhosa, perfeita visualmente, mas com uma fonte escolhida para títulos, textos e demais componentes tipográficos, de péssima leitura.

Nesse contexto precisamos reparar, principalmente, no momento da escolha no tamanho, proporção entre caixas alta e baixa, na existência ou não de serifas, no kerning que deve ser perfeito e escolhido com diferenças exatas para cada conjunto de letras, no entrelinhamento que iremos usar, na forma, se é bold demais o que prejudica uma boa leitura em textos corridos e tantas outras características.

Mas também precisamos pensar na alma deste tipo: em sua personalidade.

Além de todos os atributos citados acima, uma fonte pode ter alma feminina ou masculina. Pode carregar informações em minúsculos detalhes, que darão uma característica mais moderna, clássica, retro, infantil etc.

Estes detalhes podem passar despercebidos e podem ser observados nos seguintes pontos de construção da fonte:

• nas terminações das serifas que podem ser pontiagudas, angulosas, arredondadas, rebuscadas, com pontas em espiral, retas, com detalhes a mais etc;

• no modo como as hastes são cortadas, ou seja, o acabamento das terminações, que podem ser de forma reta, chanfrada, arredondada, com uma mescla dos dois etc;

• na diferença entre as proporções de suas hastes, quando temos algumas mais finas e outras mais grossas, ou então em hastes que são diferenciadas em sua continuidade não possuindo uma mesma espessura em todo seu conjunto;

• ainda falando em hastes é importante perceber a proporção do tamanho das hastes ascendentes e descendentes em relação às minúsculas — o que é importante também na facilidade de leitura: quanto maior esta diferença menos leiturabilidade, assim como a pouca diferença de tamanho entre estas hastes e a caixa baixa também dificulta a leitura;

• A diferença entre a proporção de caixas altas e baixas podem se associar ao estilo indicando personalidades mais clássicas — proporções equilibradas —, extravagantes — com grandes diferenças de tamanho — ou tímidas — pequenas diferenças de tamanho;

• O fato de uma fonte ser mais alta, baixa, condensada ou expandida também indica personalidade, uma maneira fácil pensar em comparações para dar personalidade às fontes é imaginar que — nos padrões gerais de estética e estilo e não nos moldes de gosto pessoal — as fontes são pessoas: as altas e magras são consideradas elegantes e leves, as pessoas maios gordinhas e baixinhas mais lentas e pesadas, as formas sinuosas da “mulher brasileira”, mais sensuais etc. Estes são detalhes de personalidades que podemos transferir as fontes. Podemos também fazer associações entre objetos e tipos buscando estas personalidades.

Poderia citar aqui outros tantos padrões de desenhos nas tipografias que indicam traços de personalidade às letras, mas este artigo ficaria enorme.

Seria possível associar características que indiquem tristeza, glamour, alegria, esoterismo, cultura, amor e tantos outros sentimentos.

Isso é o que chamamos de Sinestesia Tipográfica que, quando usada de modo correto, dá ao design que criamos uma maior personalidade, criatividade e identificação com tema, mercado ou público.

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