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• Frida

Escute abaixo ou ao lado uma música em homenagem a Frida Kahlo
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As cores de Frida. Muito próximas das cores de van Gogh, mesmo que não seja pelo estilo, totalmente diferente, mas pelos sentimentos que ambos colocavam em suas obras e, principalmente, nas suas cores. Vi mais de três vezes o filme Frida. A primeira vez foi em casa, sozinha e no maior silêncio… fiquei apaixonada pelo filme. Assisti para usar nas aulas de design. A segunda, assim como a terceira foi junto com outras pessoas e, a cada vez que via, mas me apaixonava pela cores de Frida.

um dos cartazes do filmePelas cores, pelo filme, pelas imagens… pela maneira que a sua história, ou melhor um recorte de sua vida, é contado misturando arte, dor, poesia e tragédia. Uma  linguagem onde os cortes curtos e rápidos de cena para cena, ora com imagens de uma mesma sequência lógica, ora usando simbologias misturadas com a realidade fazem com que nos coloquemos ali, ao seu lado, e em alguns momentos nós é que completamos idéias e sentimentos. O momento em que ela retira o gesso de seu corpo pela primeira vez, é de uma poesia intensa. O ponto focal é uma borboleta que ela havia desenhado eu seu busto engessado, borboleta essa que alça voo para liberdade junto com a câmera e com uma música que começa baixa e aumenta levemente conforme o gesso é retirado. É poesia pura em cinema.

Bem… e as cores de Frida… ah! as cores de Frida são um capítulo a parte. Como já fala lindamente Adriana Calcanhoto na música esquadros: Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome, cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo cores…” A cena que, na minha opinião, representa mais perfeitamente o que são as cores para Frida e como ela as sente é o momento de seu casamento. E por isso sempre me pergunto: por que casar de branco? o branco não possui o amor, a paixão que temos pela pessoa com quem pretendemos viver. Muito menos a alegria de uma vida a dois que esperamos ter, a esperança, o futuro etc. O branco é calmo, tranquilo demais… falta paixão, força… falta tudo. E Frida sabia disso e percebemos isso lindamente quando ela vai se casar. Na cena, no momento em que ela se observa vestida de noiva, de branco, ao espelho, uma leve olhada de “rabo de olho” para a sua irmã denuncia o quanto aquela cor está longe de representar o que ela está sentindo naquele momento. Quando entra na sala onde está sendo aguardada para o casamento ao som de mais uma das belíssimas músicas da trilha do filme, é uma noiva que entra na sala, mas uma noiva chamada Frida Kahlo, uma noiva de vermelho e verde, uma noiva com a força dos opostos que traduz na cor toda sua paixão pela vida e pelo homem, Diego, com quem escolheu viver.

A cena abaixo mostra, na foto maior, ela sentada no colo de Diego no momento de seu casamento.

cenas do filme e uma página de seu diário

Fica aqui a dica: Frida, um belo filme. E para terminar uma página de seu diário onde ela escreveu sobre como sentia algumas cores e um texto para seu grande amor, Diego, em outra página de seu diário:

página do diário de Frida

“9 de novembro de 1951
Menino-amor. Ciência exata.
vontade de resistir vivendo
alegria saudável. gratidão infinita
Olhos nas mãos e
tato no olhar. Limpeza
e maciez de fruta. Enorme
coluna vertebral que é
base para toda a estrutura
humana. Um dia veremos, um dia
aprenderemos. Há sempre coisas
novas. Sempre ligadas à
antiga existência.
Alado – Meu Diego meu
amor de milhares de anos.
Sadga. Yrenáica
Frida.
DIEGO”

3 Responses to “• Frida”

  1. 3
    Naiana Says:

    Adorei o post e seu blog. Parabéns!

  2. 2
    Argemiro Antunes (Miro) Says:

    É curioso como um filme permite inúmeras visões, conforme a atividade que cada um exerce. Lembro de um amigo pegar a coisa pelo lado político, comentando entusiasmado a sequência em que Diego desenha Lenin no painel do Rockefeller. Você, claro, além de sacar o lance político, viajou nas cores, destacando o cuidado de quem planejou esse aspecto do filme, e o fez após analisar as combinações, enfim o uso com que Frida resolvia suas obras. É por aí que dá pena vermos tanta gente vítimas de uma inibição programada diante de obras como “Frida”. Por essas e outras seu trabalho é tão importante.

  3. 1
    Diana Says:

    Ótimo post! Acabei de escrever sobre Frida também, e estou embriagada pela beleza e força do filme, e da mulher que o inspirou.

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